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15 de fevereiro de 2011

There's is no greater love...

Até algum tempo atrás essa música era pro Ale, mas daí a Mel chegou e roubou dele.
There is no greater love
Than what I feel for you
No sweeter song, no heart so true
There is no greater thrill
Than what you bring to me
No sweeter song
Than what you sing, sing to me

You're the sweetest thing
I have ever known
And to think that you are mine, all mine

There is no greater love
In all the world, it's true
No greater love
Than what I feel for you.


Ps: Depois de um pouco de descanso, a 'crise' está passando. Muito obrigada pela força meninas.

12 de fevereiro de 2011

A maternidade

A verdade é que ninguém prepara vc pra ser mãe, nenhum livro, nenhum curso, nenhum texto de internet, nem a sua própria mãe. Nada prepara vc pra maternidade. Nada.

Quando vc tem um filho, fazer o certo não quer dizer que dará certo. Mesmo que vc se esforce, dê o sangue, faça tudo certo. Ás vezes o certo não funciona. Porque bebês são assim. Não dá pra saber o que virá a seguir.

* Post editado, obrigada pela força meninas. Como vcs disseram, já passou.

19 de setembro de 2010

Help!!!

Ainda to sem tempo pra postar, mas preciso de um HELP no seguinte:

- Refluxo: o bebê de vcs teve? o que vcs fizeram? melhorou depois de quanto tempo? (A Mel tem um pouquinho de refluxo e está tomando Label)

- Saídas com o bebê: a partir de quando vcs começaram a sair com seus filhotes? Ir pra supermercado, shopping, passear ao ar livre, etc etc etc???

- Dizem que essa fase de extrema dependência deles e tudo mais melhora no 3º mês. É verdade???

- Algum dia nossa rotina voltará ao 'quase' normal???

Fico muito entediada de ficar em casa todo dia fazendo sempre a mesma coisa :(

No mais a Mel está bem, só o refluxo tem incomodado um pouco mesmo. Nos últimos dias melhorou, graças a Deus.

Obrigada pelos comentários em todos os últimos posts. Beijos a todas.

2 de setembro de 2010

O nascimento da Mel (relato de parto normal)


Meu parto foi muito emocionante e totalmente diferente do que eu imaginava que ia ser. Acho que dizer que foi tudo 'muito louco' e inesperado é a melhor descrição. Desculpem se estiver longo, com erros, etc, fui escrevendo conforme fui lembrando e minhas emoções foram vindo.

31.07.2010

Último dia de julho. O Ale estava de serviço o dia e a noite toda (a escala dele é 24h). Tenso. Mel não tinha dado nenhum sinal de querer nascer, estava alta na última consulta e eu mal sentia as contrações de BH. Mas pelo menos leonina minha pequena já era. Passei o dia bem, todo mundo me dizendo que ela chegaria em agosto e não em julho, que eu poderia ficar tranquila (pelo fato de estar sozinha). Depois do banho, lá por umas 22hs, decidi ir dormir mais cedo. Senti que devia descansar. Mas quem disse que consegui dormir? Não dormi nada, nem um minuto. Começou uma cólica chata, forte e constante. O fato de ser constante me fez pensar em cólica intestinal. Não quis ligar pra ele e contar da cólica, pra não preocupá-lo à toa. Lá por umas 5hs da manhã consegui ir ao banheiro, mas a cólica persistia.

01.08.2010

O Ale chegou em casa umas 7hs e foi direto pra cama, quebrado. Eu continuei deitada, sem dormir e com a bendita cólica. Falei pra ele que tinha passado a noite toda com essa dor e ele ficou assustado, mas dormiu em seguida. Lá pelas 10hs, começaram umas contrações diferentes, e eu nitidamente consegui distinguir a diferença daquelas cólicas e das de treinamento. Eram mais fortes, mais "abrangentes". Começamos a marcar e estava dando de 7 em 7 minutos e foi diminuindo, chegando em 3 em 3 minutos. A dor porém continuava na mesma intensidade, de leve, digamos assim.

Falei com meu obstetra e ele me pediu que fosse até a maternidade que escolhi pra ter a Mel e passasse por uma avaliação. E que conforme fosse eles já ligariam pra ele de lá mesmo. Disse que achava que se tratava de um pré-parto. Ok. Fomos para a maternidade. Eu estava bem até, a dor era suportável e ao mesmo tempo instigante, me deixava ansiosa e feliz, pensando que tinha chego a hora.

15:00hs - O médico do plantão era super gente boa. Minha pressão estava alta 14x9 se não me engano. No exame de toque o veredito: "dilatação de 2cm, colo do útero passando de médio para fino, muito bom". Palavras do médico. Quando ouvi isso abri o sorrisão e pensei: "é hoje!!!".

Ele ligou pro meu obstetra e ambos acharam melhor que eu fosse pra casa, continuasse anotando as contrações e quando estivessem mais fortes, ligasse pro meu obstetra novamente. Eu tbm não estava a fim de ficar internada desde aquela hora, preferia ficar em casa. Voltamos e eu fui terminar de arrumar as minhas coisas pra levar pra maternidade e aproveitei e revisei a mala da Mel tbm. Decidimos assistir um filme, pra passar o tempo. Eu não assisti praticamente nada do filme, porque as contrações foram ficando mais fortes e estavam quase que um reloginho, de 5 em 5 minutos.

20:00hs - Conforme a orientação do meu obstetra, ás 20hs fomos na maternidade que ele estava de plantão, para ele mesmo me avaliar. Chegando lá, com a dor já bem mais forte, achei que eu estaria com uns 4cm de dilatação pelo menos, afinal, a dor tinha aumentado e já tinha se passado 5 horas desde o outro exame. Pra minha surpresa e decepção, eu continuava com os 2cm de dilatação, tudo igual. No cardiotoco, a Mel reagia normal durante as contrações, o coraçãozinho dela estava ótimo. A intensidade das contrações é que deixava a desejar, do ponto de vista obstétrico é claro, porque do meu, eu achava que aquela dor já estava ok, não precisava aumentar mais... Então meu obstetra diz: "olha, no pico da sua contração o aparelho marcou 40 e para ser uma contração realmente eficiente, tem que chegar a 70. As suas contrações estão regulares mas não estão suficientemente fortes para desencadear o trabalho de parto." Tipo, OI? Vcs imaginam o que eu tive vontade de dizer pra ele nessa hora né? ... Ele disse que eu estava tendo um pré-parto um tanto arrastado e sugeriu que eu fosse pra casa, continuasse no mesmo esquema, anotando, etc etc, e que retornássemos lá na maternidade ás 7:30, pra outra avaliação.

Fui pra casa totalmente frustrada. Passamos antes num restaurante que adoramos pra comprar uma sopa (a Eslava, nunca vou esquecer por sinal...), já que eu tinha que comer alguma coisa leve (tinha passado o dia com 2 torradas e chá). Chegando em casa, pra tomar a sopa foi bem difícil. Tinha que parar a cada 5 minutos, 4 minutos... Respirava e voltava a comer. Fui tomar um banho e tive que pedir um banquinho pro meu marido, pra segurar a onda durante as contrações. Foi muito bom ficar lá sentada com a água quentinha caindo nas costas, realmente ajuda. Eu não queria mais sair. Sequei o cabelo e resolvemos ir deitar, o Ale estava a quase dois dias sem dormir direito e precisaria dirigir pra me levar pra maternidade.

02.08.2010

0:00hs ás 03:00hs - As contrações começaram a ficar muuuuito mais fortes, mas eu não liguei muito pra isso, afinal, depois de 5 horas eu continuei com os mesmos centímetros de dilatação na última avaliação, então achei que estaria quase na mesma ainda. Eu deitava de lado mas quando vinha a contração, doía demais, doía mais do que se eu estivesse sentada. Então, decidi ficar sentada. Na verdade quando vinha a contração eu ficava meio de lado, ia me virando, me contorcendo, ficava na ponta dos pés e apoiava as mãos fechadas na cama, como se estivesse tentando me erguer. Eu respirava fundo, pensava "PQP, que dor do c***, eu não vou aguentar...". E aí a contração passava e eu sabia que era menos uma. Incrível como quando vc não está tendo a contração, parece que não está acontecendo nada! Vc fica normal, zero dor. Mas enfim. Minha mãe tinha me falado: "pense na pior dor do mundo, multiplique por 10 ou mais talvez." Aparentemente eu levei isso ao pé da letra, porque a cada contração eu pensava "não, ainda vai ficar pior, ainda não é hora de ir pra maternidade". Meu marido hora acordava hora dormia, coitado. A cada gemido mais alto que eu dava ele dizia "amor, liga pro Dr. Hugo". E eu falava que ainda não, que ia esperar mais um pouco. Vinha pra sala, ficava nas posições mais estranhas possíveis, tentando passar por mais uma contração. Eu batia o queixo, tremia as pernas, como se estivesse morrendo de frio, mas estava suando. Minha gata me olhava como se eu fosse de outro mundo. Acho que minha cara na hora da dor estava dando medo nela, coitada.

Os momentos mais tensos

Depois de aguentar algumas contrações na sala (das mais f****, diga-se de passagem) em silêncio pra deixar o Ale dormir um pouco, voltei pro quarto. Olhei no relógio e vi que eram 3 da manhã, ou seja, eu estava há 6 horas com dor, por pelo menos 3 delas com dor intensa. Achei que era hora de pelo menos ligar pro meu médico. Acordei meu marido, disse que queria que ele ligasse. Foi quando veio "a" contração. Eu não estava suportando a dor e tentei levantar da cama. Nisso, caí no chão e vomitei. Vomitei muito (toda a sopa eslava) e ao mesmo tempo que vomitei, escutei um ploft e senti molhar minha calça inteira. Eu pensei: ou eu fiz xixi na calça ou minha bolsa estourou.

Nessa hora meu marido entrou em desespero e coitado, não sabia se limpava o chão, se segurava meu cabelo ou se ligava pro médico. Com muito custo eu consegui levantar e já veio outra contração, agora muito mais forte e eu sabia que com a ruptura da bolsa era essa a tendência mesmo. Isso me deu medo.

Me arrastei pro banheiro e quando sentei no vaso, vi que o líquido que tinha acabado de sair da bolsa e encharcar minha calça, estava esverdeado. Nessa hora eu entrei em desespero. Sabia que era mecônio, sabia que ela tinha evacuado e que era perigoso. Tentei manter a calma e não disse nada ao meu marido, caso contrário, ele teria me arrancado do vaso semi-nua e me levado daquele jeito pra maternidade.

Tomei uma ducha rápida, me segurando nas parades do banheiro, pra não cair de dor denovo. Enquanto isso meu marido pegava minha roupa e tentava conversar comigo, querendo saber onde estavam as coisas. Eu não conseguia pensar nem conversar, a dor era muito forte e eu suava frio. Estava com medo porque ainda tínhamos que ir pra maternidade, eu estava passando muito mal, não conseguia nem me vestir e estava super preocupada com o líquido da bolsa.

Com muito custo meu marido me ajudou a me vestir e me carregou pro carro. Me vestir entre aspas, porque nem sutiã eu consegui colocar e saí com uma blusinha fininha no maior frio e garoa. Eu estava com muito calor, não conseguia colocar casaco nem nada. Eu confesso que na hora que entrei no carro e sentei, senti um medo enorme de não dar tempo de chegar na maternidade. Eu me sentia 'pronta' e comecei a sentir uma pressão muito forte lá embaixo. Vinha a pressão e eu empurrava pra baixo, mesmo sem querer, mesmo tentando não empurrar. Meu marido dirigiu a mil por hora e no caminho ligou pro meu médico. Eu disse que ele apenas devia dizer que a bolsa estourou, que o líquido estava esverdeado e que estávamos chegando na maternidade. Mas não falei pro meu marido o que o líquido esverdeado significava. Eu já não via mais nada e comecei a urrar de dor. Só lembro da música tocando baixinha no rádio. Hotel California, do Eagles.

Chegando na frente da maternidade, na mesma em que eu nasci, meu marido desceu correndo e pediu uma cadeira de rodas. Veio um rapaz e eles me colocaram nela, nem sei como, porque eu tremia demais de dor. Me levaram direto pra sala de emergência e uma enfermeira bobona (coitada, mas na hora me deu raiva) tentava puxar papinho comigo, perguntando o que era meu bebê, como se chamaria, etc. Ela me deu aqueles aventais de exame e eu não conseguia tirar a calça e o tênis. A abobada em vez de me ajudar ficava falando em tom irritante "Michelle! Michelle! Preciso que vc coloque a camisola". E eu queria dar na cara dela... Acredito que ela estava me subestimando, pensando que eu deveria estar no comecinho do TB e já estava lá morrendo de dor e gritando. Sim, porque nessa altura do campeonato, eu cerrava os dentes e urrava de dor. Nunca senti nem imaginei nada parecido na minha vida. Uma dor e uma pressão indescritíveis.

A plantonista chegou toda sorridente e feliz, dizendo "bom dia Michelle!". Minha pressão nas alturas, minha cabeça estourando de dor e eu me contorcendo na maca. Mantendo o sorrisão na cara, ela colocou a luva, sentou e se aproximou pra fazer o exame de toque. Esse momento foi engraçado e desesperador ao mesmo tempo. Sabe quando uma pessoa muda completamente de expressão em menos de um segundo??? Foi o que aconteceu. Ela mal encostou em mim e disse atordoada: "Dilatação total!!! Completamente dilatado! Não vai dar tempo do seu médico chegar aqui, já estou vendo a cabeça". Uma lágrima caindo e um sorriso se abrindo no meu rosto. É minha lembrança mais forte desse momento.

A partir daí, um zilhão de coisas aconteceram ao mesmo tempo e foi correria total. Aquela coisa de filme ou novela mesmo. A plantonista foi ligar pro meu médico e o Ale, super assustado, correu pra fazer o meu internamento. A enfermeira boboba agora estava com cara de desespero e de respeito por mim. Veio com uma camisola da maternidade, me vestiu e me colocou na cadeira novamente. Nisso, o Dr. Hugo, meu obstetra, entrou na sala. Ele veio correndo depois que o Alexandre mencionou o líquido esverdeado no telefone. Eu sabia disso, sabia que era só o que ele precisava saber pra vir voando pra maternidade. Ele me olhou, sorriu e disse: "Michelle. Era pra esperar um pouco em casa, mas não tanto assim!!!!!!"

Me levaram pro centro cirúrgico direto. Mesmo que eu quisesse fazer a lavagem, não dava tempo. Mesmo que eu precisasse da tricotomia (eu estava com a depilação feita, ainda bem), não dava tempo. E a analgesia? Dava tempo? Precisava? Eu dilatei os 10cm sozinha em casa, na raça, sem analgesia. Parecia que não ia precisar. Mas foi necessária. Eu estava quase perdendo os sentidos, quase desmaiando mesmo de dor. Eu queria curtir meu gran finale e estava acabada demais pra isso. Foi quando o anestesista veio, me colocou com muito custo na posição que eles chama de fetal e me aplicou a raquianestesia. Eu tive contração durante a aplicação, por isso digo que o cara era bom mesmo. Dr. Osni. Lembro bem o nome dele. Meu marido, pronto, de roupinha, toquinha, câmera a postos, estava na sala ao lado, louco pra entrar, querendo esmurrar alguém cada vez que eu gritava de dor e não deixavam ele me ver. As enfermeiras, a pediatra, todo mundo correndo de um lado pro outro.

Veio o efeito da analgesia, que no caso da raqui, é quase que imediato, e então eu conseguia respirar e pensar direito, depois de horas de dor intensa. Lembro de perguntar pro meu obstetra se ia ser necessária a episiotomia mesmo e de falar pra ele não esquecer de costurar direitinho e ver se eu ainda estava anestesiada antes de começar, rs. Me colocaram em posição e mandaram meu marido entrar.


Veio então uma contração, e eu empurrei. Senti meu médico fazer o corte da episiotomia. Mais uma contração em seguida, e eu fiz força novamente. Nesse momento, senti a cabeça dela sair e logo em seguida o corpinho. A anestesia foi aplicada às 04:45 e apenas 12 minutos depois, às 04:57, eu estava com a minha filha nos braços.

Assim que ele colocou ela em cima do meu peito, ela virou a cabeça e olhou bem pra mim, fez um som tipo "aah". Nesse momento eu vi a carinha mais linda do mundo e só consegui dizer "foi difícil né filha? mas a gente conseguiu". Eles levaram ela e eu chorei muito. Lembro de só ter ouvido ela chorar uns minutos depois. Eu estava preocupada com o mecônio, se ela tinha aspirado alguma coisa, se estava bem. Meu marido me enchia de beijos e dizia "ela é linda! ela é linda".

Nesse tempo ficamos conversando, meu médico e eu, sobre como tudo aconteceu, enquanto ele fazia a sutura do corte e esperávamos a saída da placenta, que não demorou quase nada por sinal. Ele brincou que quase nem precisava estar ali, já que eu fiz tudo sozinha. Que a função dele foi não deixar ela cair. O clima era de descontração e de felicidade no centro cirúrgico. Eu me sentia muito vitoriosa e abençoada. De verdade mesmo. Ainda não acreditava em tudo que tinha acabado de acontecer.

Melanie nasceu às 04:57, super bem, graças a Deus não aspirou mecônio nem nada, teve Apgar 9 e 10. Peso 3.180 e 49cm. E linda que só ela.


É indescritível o que vc sente quando seu bebê nasce. É indescritível quando vc ouve o choro dele pela primeira vez. É clichê, mas a gente realmente conhece, nesse exato momento, o maior amor do mundo. Esse é meu sentimento pela minha filha. O maior amor do mundo.

Meu trabalho de parto foi difícil e muito, muito doloroso. Como disseram, tive que ser guerreira mesmo. Mas sem dúvida nenhuma, numa próxima gravidez, vamos de parto normal novamente. Só que dessa vez, não vou esperar tanto pra ir pra maternidade. :)

Tenho que deixar registrado tbm meu agradecimento a toda a equipe da Maternidade Nsa Sra de Fátima, que foi nota dez do início ao fim (detalhes no post do pós-parto). E principalmente ao Dr. Hugo Nakatani, meu obstetra, que me acompanhou com carinho durante toda a gestação, respeitou minha escolha por parto normal e foi presente e parceiro nas horas mais difíceis.

[reblogando]


21 de agosto de 2010

Notícias

Fiquei muito feliz com todos os comentários no post passado, sobre meu relato de parto. Espero ter inspirado ou ajudado quem pretende tentar o parto normal. É doloroso e sofrido sim, mas vale muito a pena. E claro que ninguém precisa dilatar total sem anestesia, como foi no meu caso. Com 6cm de dilatação já dá pra fazer a analgesia e curtir melhor essa experiência maravilhosa. :)

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A Melanie está ótima, graças a Deus. Mamando bem e dormindo melhor à noite. Já chega a dormir 4hs, mais do que isso não deixo, pra ela não ficar sem mamar por muito tempo.

Estamos numa rotina 3 em 3 horas desde o quinto dia, e tem dado certo. Ela mama cerca de 15 minutos, nos primeiros 5 com mais voracidade e vai diminuindo o ritmo. E como ela adora dormir logo depois de mamar e dorme mais tranquila quando assim que acaba eu a coloco no berço, adotei a seguinte estratégia: Ela ama durante os 15 minutos (às vezes mais tempo), deixo que ela 'durma' uns 5 minutos no meu colo, coloco pra arrotar (ela quase nunca arrota!), e vou trocar a fralda. Depois da troca, coloco ela pra mamar denovo, e ela mama uns 5 minutos e dorme. Acho que são mais ou menos 8 trocas de fralda por dia (geralmente apenas uma delas é de coco - retificando - um mega super coco, de encher a fralda mesmo) e 8 mamadas.

Aliás, alguma técnica diferente ou mais eficaz pra fazer o bebê arrotar???

Fatos interessantes

- Eu acredito que não tive o baby blues, só fiquei mega emotiva nos primeiros dias.
- Os primeiros dez dias foram muito difíceis. Eu não tinha idéia de que seria assim. Dá um baque vc ter uma pessoa dependendo 100% de vc, o tempo todo e ter que assumir uma rotina totalmente nova em que o tempo pra vc não existe mais. Rs.
- Meu marido me ajudou muuuuito nos primeiros dias, quando nós dois estávamos perdidos. Ele se revelou um pai super amoroso e muito, muito babão :)
- A Mel adora tomar banho. Mesmo no friozão ela curte um monte a água quentinha. E o banho, que é tipo o terror dos pais de primeira viagem, foi super tranquilo pra nós. Dá pra dizer que tiramos de letra.
- Eu não imaginava que usaria tantos absorventes para seios. Achei que estava estocando, mas já tive que comprar duas vezes.
- Tem dias que esqueço de comer ou não dá tempo mesmo. Agora meu almoço geralmente é as 15hs.
- Não gosto quando as pessoas falam ou escrevem Melaine ou invés de Melanie. Soa totalmente diferente, nada a ver. É tão simples. Me-la-nie.
- Tenho mil e uma coisas pra escrever, mas não consigo organizar minhas idéias.

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Minha avó faleceu hoje. Já estávamos nos preparando pra isso, desde que ela teve um Avc e ficou muito mal. Só consigo pensar que ela queria tanto ser bisavó e acabou não conhecendo a primeira bisneta. Mas pelo menos, ela foi sabendo que se tornou bisavó. ♥

7 de agosto de 2010

Enfim, dando notícias!!!

Melanie nasceu no dia 02.08 ás 04:57, pesando 3.180kg e medindo 49cm. Linda, saudável, um amor.

Ainda vou fazer meu relato de parto, mas posso dizer que foi coisa de filme. Quando lembro ainda não acredito em tudo que aconteceu no final de semana passado.  

Algumas horas depois do parto - My darling, my blood.

Ps: Desculpem por não ter dado notícias antes, mas realmente não tive como. Logo conto tudo e dou uma passada no blog de todas vcs. Estou com saudades!

25 de julho de 2010

As malas, finalmente prontas

Todo mundo sabe que é aconselhável arrumar a mala da maternidade no máximo até a 36ª semana (ou antes), mas eu só consegui a alguns dias atrás, altas horas da madrugada, numa crise de insônia. Não sei o motivo de eu ter protelado tanto isso. Talvez porque enquanto eu arrumava me dei conta que realmente esta acontecendo? Não sei. Só sei que finalmente ambas as malas estão arrumadas e posicionadas, prontas pra largada.

A malinha da Melanie

Eu amo demais esse quadro de gatinhos (ele só parece que tá torto, rsrsrs)

O que eu coloquei na mala dela (seguindo a lista sugerida pela maternidade):

2 pacotes de fraldas descartáveis (RN – Turma da Monica e Pampers)
1 pacote de lenços umedecidos (Johnson's Milk - que acho mais suave)
1 pomada p/ assaduras (Dermodex)
1 sabonete líquido glicerinado (Granado)
1 alcool em gel pequeno p/ as mãos (as minhas, claro)
1 escova de cabelo
2 toalhas fralda
3 fraldinhas de boca
3 fraldas brancas (que servem pra tudo, literalmente)
3 cueiros
1 cobertor
1 mantinha de soft
5 trocas de roupa (uma em cada saquinho): body, culote, macacão e meia
1 casaquinho de lã (talvez eu coloque mais um, se esfriar muito nessa semana)
3 toquinhas (duas de algodão e uma de lã)
3 luvinhas (duas de algodão e uma de lã)
2 lacinhos de cabelo


Aproveitei os saquinhos de tule que vieram com algumas coisinhas que comprei pra ela

A minha mala

Tbm seguindo a lista sugerida pela maternidade (mais tudo aquilo que eu achei que era necessário):

2 pijamas de malha com abertura
1 roupão ou casaco (ainda vou decidir)
1 cinta pós parto (como eu retenho muito líquido e minhas pernas incham pra caramba, achei melhor uma cinta que não apertasse nem minha virilha nem em cima do joelho, por isso optei por essa cinta)
3 sutiãs de amamentação
5 calcinhas pós parto (enooormes, de algodão)
2 pares de meias
1 chinelo de pano
1 havaianas (para o banho)
2 pacotes de absorvente noturno (na verdade estou levando um pacote de absorventes noturnos e 6 fraldas Pompom RN - me disseram que é a única coisa que realmente funciona com o sangramento dos primeiros dias)
1 pacote de absorvente para seios + conchas + bico de silicone
1 toalha de banho
1 toalha de rosto
1 roupa para sair da maternidade (talvez só uma blusa, a calça será a mesma da entrada)
Par de Brincos da Mel
Lembrancinhas
Chocolates

O que falta (e provavelmente vai ficar pra ser arrumado no dia...)

Necessaire com itens de uso pessoal: shampoo, condicionador, sabonete, hidratante, tônico e creme para o rosto, desodorante, escova e pasta de dentes, fio dental, algodão, prendedores de cabelo, Optifree e estojo das lentes.
Secador de cabelo, pente e escova
Kit maquiagem básica
Óculos de grau (para quando acordar a noite)
Agenda e canetas
Algum livro
Mp4
Laptop
Celular e carregador
Pasta com documentos, ecografias, exames de sangue e guias liberadas
Câmera e carregador
Carteira (somente com RG, carteirinha do plano e dinheiro para alguma emergência)
Enfeite (Porta Maternidade)

Minha mala, necessaire e as lembrancinhas

********

Ontem de madrugada tive uma crise de ansiedade, pânico, sei lá. Comecei a chorar muito, do nada, e me veio uma vontade enorme de dizer ao meu marido o quanto eu amava ele e era agradecida por Deus ter colocado ele na minha vida. Rezei bastante, pedi proteção e que a Mel venha com muita saúde, que dê tudo certo. Agora só temos que esperar e pra uma pessoinha ansiosa como eu, isso é bem complicado.

Hoje fizemos um monte de coisas que estavam em stand-by. Maridão instalou o chuveiro novo, a secadora (que eu finalmente comprei, depois do tempo frio e chuvoso que estava fazendo) e ainda tem o varão, pra pendurar a cortina da Mel, que minha mãe ainda está fazendo. Nem sei se vai dar tempo. Apesar de que meus palpites de quando ela vai nascer mudaram. Não sei mais se será essa semana ou na outra... Ou na outra? Rs. Tudo depende da vontade dela, que agora já é oficialmente leonina. ♥

Bom domingo!

11 de maio de 2010

Astrologia

Minha DPP é 5 de agosto e embora eu saiba que muita coisa pode acontecer e que as coisas podem não ser como eu imagino (Deus é quem sabe), eu ACHO que a Melanie não nascerá antes do dia 22 de julho... então, na minha cabeça, ela será leonina. E eu realmente gostaria que ela fosse, porque admiro muito a garra, o brilho, a ousadia dos leoninos (meu marido é leonino!).

Nesse site, vc faz a combinação dos signos do bebê, da mãe e do pai.


O bebê de Leão (22/07 a 22/08)
Um verdadeiro reizinho da família – assim pode ser definido o leonino de fraldas. Este bebê adora ter público para assistir suas gracinhas e travessuras. Desde cedo, é cheio de atitude e centraliza os olhares. Ele não sabe ficar em segundo plano e vai fazer de tudo para chamar a atenção dos pais se achar que seu reinado está sob ameaça. Leoninos são sedutores e seu bebê vai mostrar logo do que gosta e o que deseja, esperando ser prontamente atendido por seus súditos. Ele é atraído por tudo o que é vistoso e sofisticado. Bebês de Leão também têm boa vitalidade, muita energia e disposição física. Em geral suportam bem as altas temperaturas – mesmo com febre, brincam alegremente. Mas podem adoecer ao sentir que não estão recebendo a atenção desejada. Têm sensibilidade nos olhos, sujeitos a alergias e irritações.


Seu bebê tem o temperamento bastante diferente do seu. Ele veio ao mundo para brilhar e dar seu recado, enquanto você é mais reservada e comedida. Prepare-se para a notoriedade. Desde pequeno, o leonino chama a atenção, demonstrando sua personalidade cativante e seu espírito de liderança. Entenda que a vida para ele precisa ter certo glamour ou perderá a graça. Você acabará se tornando mais sociável por causa dele, um verdadeiro recordista nos convites para festinhas infantis. E observará, satisfeita, a desenvoltura do seu filhote para se relacionar com outras pessoas. Futuramente, caberá a você ensinar-lhe a não ser excessivamente autocentrado e dominador, sem inibir suas qualidades positivas, como o entusiasmo e a iniciativa. Uma ponderada capricorniana saberá fazê-lo progressivamente. Aproveite as diversidades e você provavelmente aprenderá a valorizar mais a si mesma, como ele faz.

Esse bebê é como um raio de Sol, que ilumina e enche de alegria toda a família. As pessoas são atraídas para ele como formigas indo em direção ao açúcar. A criança leonina dá um verdadeiro show com suas gracinhas e caretas, ansiando pelos aplausos. Nada a faz mais feliz do que uma plateia. O pai de Leão não é muito diferente disso, atuando no mundo dos adultos. Ele não cabe em si de tanto orgulho e contentamento com a chegada do seu leãozinho. Sua generosidade se converte muitas vezes em presentes que materializam essa alegria imensa. Flores e joias para a mamãe e muitos brinquedos para o pimpolho ajudam a celebrar esse momento tão especial. A vida com dois leoninos na mesma casa é uma verdadeira festa. De vez em quando, eles vão bater de frente, disputando a autoridade, mas logo chegarão a um entendimento.

Own que amor!!! Graphics


7 de maio de 2010

Dúvidas sobre a Maternidade

Em um dos posts anteriores, eu tinha decidido ter a Mel na Maternidade Nsa Sra de Fátima, por inúmeros motivos. O que ocorre é que as coisas que conversei com meu obstetra ontem e a ligação que fiz pra maternidade hoje, me deixaram cheia de dúvidas e no meio do caminho denovo... Os principais motivos de eu ter escolhido a Nsa Sra de Fátima foram:

- Meu marido e minha mãe poderiam acompanhar o parto.
Meu obstetra disse que por ele tudo bem, mas que em nenhuma maternidade eles permitiam isso, que era pra eu ligar e me certificar dessa informação que me deram no dia da visita. Liguei e tcharam: "confirmei no centro cirurgico e somente UM acompanhante é permitido". A casa caiu.

- As enfermarias são de 2 leitos, grandes e bem arejadas.
São grandes e bem arejadas sim, MAS são de 3 leitos (de 2 leitos tem apenas 2 enfermarias e tem que dar sorte de cair numa dessas).

O que disse meu obstetra (que tem uma leve preferência pela Maternidade Curitiba - ele não deixou explícito por que, só disse que "interna mais lá").

- Faz um tempo que ele não faz partos na Nsa Sra de Fatima, não sabe como está lá, mas disse que mantém um bom relacionamento em todas as maternidades.
- Ele disse que tem receio de que eu entre em TB em uma maternidade e ele esteja de plantão na outra (leia-se Maternidade Curitiba). Tá, mas e daí??? Ele tem que ir aonde eu estiver certo?
- Ele disse que acha que o alojamento conjunto é sim importante, mas que acha que o bebê ir pro berçário á noite é essencial para eu poder dormir e me recuperar (na Nsa Sra de Fatima o bebê fica 24hs com a mãe, eles não tem berçário).
- Na Mat. Curitiba tem enfermarias de 2 leitos, mas tbm tem de 3 e de 4 leitos (que são a maioria!) 

Como eu quero parto normal, eu quis saber onde eu ficaria durante o TB:
- Maternidade Curitiba: na enfermaria mesmo...
- Nsa Sra de Fatima: eles tem uma sala pré-parto e o obstetra que define se eu fico lá ou na enfermaria (eu não queria ficar na enfermaria durante o TB, não vou me sentir a vontade pra usar a bola e ficar fazendo exame de toque...)

Eu tinha escolhido já, agora estou cheia de dúvidas. Poxa, o principal motivo de ter escolhido a Nsa Sra de Fatima era que minha mãe tbm poderia acompanhar o parto :-( E fiquei mais tranquila sobre ficar em enfermaria, porque achei que eram de apenas 2 leitos. Fora isso, queria que fosse um lugar que meu médico conhecesse bem, estivesse habituado.

Sobre o alojamento conjunto, o que vcs acham meninas??? É melhor:

1. o bebê ficar 24hs com a mãe (na enfermaria vc fica sozinha, o acompanhante não pode dormir, ou seja, vc tem que se virar nos trinta pra descansar e cuidar do bebê e tentar dormir)

2. o bebê fica com a mãe quase o tempo todo (vai pro berçário as 23hs e volta as 4hs da manhã) - tecnicamente vc poderia dormir e descansar, mas seu filhote fica longe de vc.

Outra dúvida: Enfermaria (que é o que tenho pela Unimed) ou pagar a mais pelo Apto (essa diferença seria de aprox. R$2.000,00 a R$2.500,00 por 2 dias)?

Fico imaginando eu com dor, tentando me concentrar nas contrações, querendo usar a bola, tendo que passar pelos exames de toque e ter que fazer tudo isso ao lado de mais gente.... Seria terrível.

Não sei se mantenho a minha decisão ou se analiso mudar de maternidade e/ou pagar mais pelo apto (e por causa da compra da casa e da reforma a grana tá curta)... Eu sei que tenho tempo ainda pra escolher, mas era uma coisa a menos na minha cabeça, quando eu achei que já tinha resolvido........

30 de abril de 2010

A decisão sobre a Maternidade

Enfim, depois de muita pesquisa, opiniões, 4 visitas e algumas semanas de aflição, decidi sobre a maternidade. E eu não poderia estar mais contente. Nossa filha nascerá no mesmo lugar em que eu nasci: a Maternidade Nsa Sra de Fátima.

Eu quero muito ter parto normal, tenho um plano de parto muito específico e gostaria de um lugar que respeitasse isso. Gostaria que meu médico tivesse liberdade e controle sobre tudo, e sendo assim, eu tbm estaria no controle. Queria um lugar que fosse só maternidade mas ainda sim tivesse toda a infra estrutura de um hospital. E acima de tudo, procurava um lugar onde eu me sentisse totalmente segura e tranquila pra ter meu bebê. Esses foram os principais motivos de eu ter optado pela Nsa Sra de Fátima. E além disso:

- Aparentemente eles são bastante flexíveis. Quem nos apresentou  maternidade deixou claro por diversas vezes que o médico tem total liberdade e é ele quem decide o que deve ser feito ou não, sempre de acordo com a vontade da paciente. Pra quem tem um plano de parto isso é essencial.

- Se meu médico der o ok, meu marido e minha mãe podem acompanhar o parto. Em nenhuma outra maternidade me disseram que eu poderia ter 2 acompanhantes durante o parto. É muito importante pra mim ter tbm minha mãe ao meu lado nessa hora (ela é o tipo de pessoa que te dá forças quando vc já está querendo desistir ou quando está desabando). Ter os dois comigo vai ser maravilhoso.

- Tem Alojamento Conjunto tanto nos aptos e quanto nas enfermarias. Senti que o contato mãe e filho nas primeiras horas após o nascimento é extremamente importante pra eles (pra mim tbm, óbvio).

- Assim que o bebê nasce (se estiver tudo bem) ele fica o tempo todo no seu colo, durante todos os exames e procedimentos cirúrgicos. O pai acompanha o primeiro banho e depois o bebê é encaminhado para o alojamento conjunto juntamente com a mãe, onde é realizada a orientação para os cuidados com o recém-nascido e a amamentação. O atendimento é humanizado.

- Eles tem UTI Neonatal (15 leitos) e Adulto (10 leitos) ambas muito bem equipadas; banco de sangue; estrutura para realização de exames e laboratório. Todos os testes são realizados lá: pezinho, orelhinha e olhinho.

- As enfermarias são de 2 leitos, grandes e bem arejadas (assim, poderei economizar aprox. R$3.000,00 com a troca para apto). Não senti necessidade de trocar quando vi as amplas enfermarias deles. Nas outras maternidades elas eram minúsculas e de até 4 ou 5 leitos.

- Sala do Recém Nascido: lá o bebê recebe os primeiros cuidados, banho, trocas, vacinas, testes, etc. Tem berçinhos aquecidos e o ambiente é climatizado. O bebê usa o enxoval dele próprio.

- Horários: 1 acompanhante que pode ficar das 9hs às 20hs e 2 visitas por vez das 16hs às 20hs. São no máximo duas pessoas por vez para evitar aglomeração, o que eu achei ótimo, ainda mais no inverno com todo o negócio da gripe, etc. 

- Segurança: Eles são extremamente rígidos e cuidadosos com a segurança. Ninguém entra sem apresentar documento e pegar um crachá. Pra mim isso é muito importante.

- Ótima localização (é bem central) e tem estacionamento ao lado.

- A Maternidade é referência aqui em Curitiba (foi fundada em 1966, são 44 anos de experiência). Além disso, minha cunhada tem 3 amigas que tiveram o parto lá e adoraram (pessoas que poderiam até optar por um parto particular, em outro lugar).

- É o lugar onde eu nasci e ter minha filha lá vai ser muito especial pra mim.

E é isso. Apesar de ainda ter que conversar com meu médico, informar minha decisão pra ele e deixar tudo acertado, estou bem mais tranquila e se Deus quiser vai dar tudo certo!

***

Ganhamos um conjuntinho super fofo da Carters e até a Boo quis usar =)

26 de abril de 2010

Visita Maternidades 2 e 3

Maternidade 2

Na segunda-feira passada fomos conhecer a maternidade do Hospital Nossa Senhora das Graças. Eu não me sinto muito confortável sobre a questão de ser um hospital enooorme tbm, mas depois de algumas indicações de pessoas que tiveram seus bebês lá e gostaram, eu fui.

A entrada na maternidade foi fácil, não tivemos que nos identificar na recepção, só falei que ia visitar a maternidade e subi... Tivemos uma palestra com slides e explicações sobre os procedimentos do hospital e já ficamos sabendo que 90% dos partos realizados lá são cesáreas. A enfermeira disse com essas palavras: "é raro ter um parto normal aqui". Não que tenha a ver, sei que depende de mim e do meu médico, mas isso me desanimou.

Conhecemos as instalações da maternidade (só não lembro de ter visto o berçário (???)), enfermarias (me deu uma aflição de imaginar pessoas estranhas entrando e saindo do quarto em época de inverno e gripe A...), aptos simples e suítes. Sendo um hospital, claro que eles tem UTI neonatal e adulto. Ponto para eles. Mas foi só. Nem tenho muito o que falar de lá. Nada me impressionou e saí de lá com a sensação de "não, não é aqui que terei meu bebê". Definitivamente não rolou uma 'química' entre nós... Nota: 6,0.

Maternidade 3

Ontem á noite finalmente fomos conhecer a Maternidade Curitiba, famosa e muitíssimo indicada por médicos (inclusive o meu) e conhecidos. Eu liguei para confirmar a visita, que seria num domingo á noite, e me disseram: "mas o seu marido ligou cancelando". E eu: "OI?"... Resumindo, tinha outra Michelle que ligou cancelando e eles colocaram a anotação na minha ficha... Ok. Depois do mal entendido, disseram que poderíamos ir sim, tinham mais 2 casais que tbm iriam.

A entrada lá é muito fácil, vc não vê um segurança (o porteiro não conta porque vc passa por ele quantas vezes quiser sem falar nada) e a maternidade parece meio deserta de funcionários. Bom, o tour começou por uma Suíte Master, depois uma Gold. Ok, então vamos ao que realmente interessa. Subimos a rampa e conhecemos o Berçário, que tem sim berçinhos aquecidos (uns 5 somente, mas tem), não é muito grande, mas achei ok. A UTI neonatal não pudemos ver, nem o Centro Cirurgico, óbvio. Eles não tem UTI adulto. Por fim, vimos o Apto Simples (que achei bom até) e uma Enfermaria de 2 leitos (eles tem de 2, 3 e 4 leitos). Sinceramente, fiquei apavorada de pensar em ficar com um monte de gente estranha dentro do mesmo cômodo, bem pequeno por sinal... Quando viessem as visitas, poderiam ser 8 pessoas ou mais ao mesmo tempo, dentro de um quarto... #Reflitam.

Pontos Negativos (coisas que eu achei ridículas, pra falar a verdade): Após o parto, mesmo estando o bebê e a mãe perfeitamente bem, ele fica pelo menos 4 horas no berçinho aquecido. 4 horas longe da mãe que acabou de passar por um trabalho de parto ou uma cirurgia e esperou 9 meses por esse momento. É como vc correr uma maratona e a prova ser interrompida quando vc vai cruzar a linha de chegada. E achei totalmente sem fundamento o argumento de que 'é para o bebê recuperar o calor e se acostumar com tudo'. Eles querem algo melhor do que o calor e o carinho da própria mãe? Será que eles não se informam? Não sabem que o contato mãe-filho nas primeiras horas após o nascimento são de extrema importância? Acho que não... Não tem estacionamento (nem próprio nem terceirizado), nem lanchonete. Outra coisa péssima é que eles não tem uma sala de espera para os pais e parentes que aguardam o parto. Eles tem que ficar em pé, no corredor ou na recepção. Ou quem sabe conseguir um lugar no sofá da emergência... As visitas são livres, no horário da manhã e da tarde (então se 50 pessoas resolverem te visitar, adeus privacidade, todos vão conseguir entrar). Eles são cheios de regras bestas, tipo: Quando o bebê vai para os primeiros cuidados, o pai não pode ir junto. O bebê deve preferencialmente vestir o enxoval da maternidade. Somente o pai pode acompanhar o parto. Se vc for mãe solteira, então terá que ficar sozinha. Tipo, vc não pode escolher sua mãe pra te acompanhar, por exemplo. Ridículo. Adeus. Nota: 5,0.

Falta somente uma Maternidade para conhecermos, e para mim, é a mais importante. Há 29 anos nasceu lá, de parto normal e dificílimo, a forceps, uma menina chamada Michelle. =) Vamos ver o que acontece. Amanhã é tipo a hora da verdade. Acabaram-se as opções e terei que escolher.

*****

Mesmo antes de terminarmos a saga maternidades, já tirei algumas conclusões:

Eu não ligo para o luxo e para a estética do lugar tanto quanto para a estrutura, segurança e atendimento. Quero um lugar onde eu me sinta segura em ter me bebê. Tem que rolar uma confiança, um feeling de que é o lugar certo. Eu sou muito racional, mas sou impulsiva e sempre decido com o coração, com o que eu sinto que é o certo. Então depois de pensar muito, analisar todos os fatores, com os pés no chão, quem decide na verdade é meu coração.

18 de abril de 2010

Visita Maternidade 1 + Enxoval

Esse final de semana foi bem produtivo pra mim. Pela primeira vez na vida tive uma pessoa limpando minha casa (e não era eu, nem minha mãe, rsrs). Eu não sei dizer por que eu sempre relutava tanto em ter uma diarista. Talvez tenha sido a criação que minha mãe me deu, talvez seja o fato de eu ser tão perfeccionista e exigente e gostar de fazer as coisas por mim mesma... Não sei. Mas agora com 24 semanas de gravidez, simplesmente não dava mais. Eu trabalho a semana toda, das 9 às 19hs e no sábado ficava o dia todo limpando a casa, lavando a roupa, organizando tudo. No final do dia eu estava acabada... Meu marido queria me matar por eu enrolar ele toda semana e acabar não chamando ninguém pra me ajudar. Enfim, nesse sábado veio uma pessoa que eu conheço a uns 8 anos, a mesma pessoa que cuida do escritório onde eu trabalho. Gosto muito dela como pessoa e tbm gosto muito do trabalho dela. Foi muito bom ter a casa limpinha quando chegamos e não estar mega cansada por causa disso. Por que eu adiei tanto? I'm stubborn.

Pela manhã, começamos a cruzada em busca da maternidade ideal (embora eu saiba que isso não existe) e fomos à primeira de 4 que vamos conhecer, a Santa Brígida.

Pontos Positivos: Boa localização (não fica longe do centro ou da nossa casa). Tem estacionamento ao lado. A recepção e o hall de entrada são bem bonitos e passam uma boa impressão. Recebemos um material com vários folders e explicativos, e tbm um kit da Johnson. Os corredores são amplos, iluminados e bem ventilados. Tem um saguão enorme com vários sofás e mesinhas para as pessoas que aguardam o parto. O berçário não é gigantesco mas tem um tamanho bom (com alguns berçinhos aquecidos) e a sala de banho tbm, aonde o pais dão o primeiro banho. A UTI Neonatal é bem equipada. Achei o ambiente acolhedor, me senti bem lá.

Pontos Negativos: O primeiro deles é que fomos fazer a visita e não pudemos ver o principal: as enfermarias e os quartos! Pois é, disseram que não tinha nada disponível (leia-se vazio) para podermos conhecer. Fiquei muito brava com isso, eles poderiam ter avisado que a visita seria pela metade... Só visitamos um quarto, uma suíte luxo que tinha acabado de ficar pronta e que o plano de saúde nem cobre. Tem que ser paga a parte. Claro que a suíte era linda, mas não estou a fim de pagar tanto por 2 dias ou 3. Não pudemos conhecer o centro cirúrgico, óbvio. E pelo que pude ver dos aptos da ala antiga, o nome diz tudo: antigo. Minha principal preocupação é que eles não têm UTI adulto, somente a neonatal. E quando perguntei para nossa 'guia' qual era o procedimento se a mãe passasse mal, ela me disse: "colocamos na ambulância e levamos para um hospital com UTI". E sorriu. E eu disse: "mas, e se não der tempo???". E ela: "sempre deu...". E saiu andando mais rápido, aparentemente pra fugir de mim e das minhas perguntas. Nota final: 7,5

Eu fiquei meio atordoada enquanto ela falava e explicava tudo, porque parecia que ninguém lá faria parto normal. Tudo que ela falava, dava a entender cesárea. Bom, na matéria sobre as 40 Melhores Maternidades da Revista Pais e Filho, de julho de 2008, diz que 80% dos partos feitos lá são cesarianas (link). Isso explica.

Ainda temos mais 3 lugares pra conhecer e então decidir onde nascerá nossa pequena. Que aflição.

***

Eu queria dar uma olhada nos kits berço e outras coisinhas (e ver os preços tbm), então depois da visita à Santa Brígida, passamos em algumas lojas. Na Xiquita (do Batel) não gostei de nenhum kit berço. Ou era muuuuito enfeitado, parecendo um carro alegórico, ou era muito sem graça. Os preços começam em R$299,00 com 5 peças (normalmente são 7 ou 8). Acabei comprando umas coisinhas fofas lá:

  Cobertor anti-alérgico da Colibri (devo comprar mais um porque aqui faz bastante frio)

Na etiqueta diz "pintinho recém nascido", mas pra mim, é uma patinha, haha. Tão linda! Foi o papai que achou e veio me mostrar correndo, porque sabe que eu amo patinhos.

Então fomos a uma loja que eu estava ansiosa pra conhecer (tinha visto algumas coisas deles na feirinha do Largo), a Sonhos de Ninar (no endereço do Batel). Nossa, fiquei apaixonada por tudo que vi lá. É um casarão enooorme, com vários quartos montados e muito coisa de enxoval mesmo (kit berço, cortinas, trocadores, toalhas, lençóis, paninhos de boca, móveis e todo tipo de decoração). Adorei a qualidade dos tecidos (percal 180 fios e piquet) e a variedade de estilos e bordados e os valores são compatíveis com o que eles oferecem. Com certeza vou encomendar o kit berço lá. Só preciso decidir as cores do quarto e da decoração.

Comprei 2 toalhas fralda com capuz e paninhos de boca lá. As toalhas são maravilhosas, lindas e fofinhas e saíram por R$35 (quase metade do que eu tinha visto em outros lugares). Como é bom ter de 3 a 4 dessas, vou comprar pelo menos mais uma.

Toalhas fralda e paninhos de boca (os de ursinha comprei na Xiquita)

Hoje aproveitei o tempo livre e o sol pra lavar algumas roupinhas dela, antes que fique muito frio e daí nada seca direito... Lavei quase todos os tip tops (na máquina mesmo, no modo delicado com sabão líquido Ola Bebê, e não usei amaciante). Tão lindo ver o varal cheio de roupinhas da Melanie. =)

Boa semana pra vcs! Vou dormir.

14 de abril de 2010

A Escolha da Maternidade

Cheguei à conclusão de que, depois da escolha do nome do bebê, a escolha do local onde ele vai nascer é uma das decisões mais importantes - e talvez a mais difícil, que vc terá que tomar. Tenho perdido o sono por causa disso, principalmente porque todos os lugares, têm quem amou e quem detestou.

Pra mim, os fatores mais importantes são (devo perguntar tudo isso nas visitas e tudo mais que eu lembrar):

- Alojamento conjunto
- UTI adulto e neonatal
- Berçário amplo e bem equipado
- Centro cirúrgico idem
- Banco próprio de Sangue (ou pelo menos terceirizado)
- Auxílio primeiros cuidados e amamentação
- Estrutura para parto natural (de cócoras, na água, etc)
- Banco de Leite (óbvio que somente em último caso)
- Opções para alívio da dor (além da anestesia)
- Opção de realizar o parto no próprio quarto
- Infra-estrutura geral da maternidade (recepção, sala de espera para os visitantes, segurança, alimentação, limpeza, etc)

Na última edição da revista Crescer, uma matéria veio bem a calhar: a escolha da maternidade. Algumas coisas estão bem fora do contexto (pelo menos aqui em Curitiba), mas ainda sim achei válido. Eu por exemplo, nem estava lembrando de verificar o que está coberto pelo plano e o que não está. É muita informação na nossa cabeça.

Procure, visite.

Ainda que vc tenha adorado a primeira maternidade que visitou, veja uma segunda opção. Primeiro, pra ter certeza que aquela é a melhor. Depois, é possível que o local escolhido esteja lotado no dia do nascimento do seu bebê e é bom ter um plano B. Uma enquete realizada pelo site Crescer surpreendeu ao revelar que 45% das mães foram apenas a uma maternidade. Para não correr nenhum risco, faça as visitas até a 30ª semana, quando vc ainda tem fôlego para caminhadas.

Indicação é fundamental

Saber que o lugar onde sua amiga fez o parto era ótimo pode ser um bom indicativo, assim como a sugestão do seu obstetra. Afinal, ele já está acostumado a trabalhar ali com a equipe. Acima de tudo, o ambiente tem que parecer seguro e agradável para vc.

Check list com o convênio

Primeiro verifique se o convênio cobre a maternidade que vc quer antes de ir visitá-la. Economiza tempo e esforço - e quanto menos cansaço com um barrigão, melhor. Se tiver um ok, confira tudo o que está incluso (e o que não está) na cobertura do convênio: opções para alívio da dor durante o trabalho de parto (como cromoterapia, hidromassagem, usa da bola, etc), procedimentos de parto (médico e equipe), escolha do quarto (apartamentos individuais e suítes podem ser pagos a parte, se sua acomodação for enfermaria), se UTI adulto e neonatal estão inclusas, bem como os exames da mãe (coleta de sangue e ultrassom) e do bebê (teste do pezinho ampliado, triagem auditiva, etc), consultas com outros especialistas durante a internação e até as refeições do seu acompanhante.

Estrutura para resolver imprevistos

É um dos itens mais importantes. A maternidade deve ter uma equipe multidisciplinar - composta por obstetra, neonatologista e anestesista - de plantão 24 horas, com pronto atendimento clínico e obstétrico. São fundamentais laboratórios de análises clínicas, diagnóstico por imagem (ultrassonografia e tomografia computadorizada) e bancos de sangue e de leite. O ideal é que tenha um cartório dentro da maternidade. É importante saber quais os recursos para pais com filhos na UTI, como sala de descanso, método mãe-pai canguru, lactários e apoio psicológico. Não faz diferença vc ter seu bebê em uma maternidade ou em um hospital que tenha maternidade. O importante é que o local possua uma boa infra-estrutura para qualquer tipo de emergência e UTI adulto e neonatal.

Controle de entrada e saída

O rigor com a identificação dos visitantes deve se estender à mãe e ao bebê na alta (a pulseira de ambos deve ser checada na saída). Quando for fazer a visita, observe como é monitorada a movimentação do recém-nascido. É fundamental ter seguranças e/ou câmeras. O bebê só pode circular pelos corredores do hospital com alguém da equipe do berçário - nem o pai pode. Há sistemas eletrônicos que conferem a pulseira do bebê com a da mãe e permitem saber onde ele está em tempo real.

O parto humanizado

Existem várias opções que podem dar a vc mais conforto no parto normal. Há salas de pré-parto conhecidos com labor delivery room, mais espaçosas, com estrutura para anestesia e outros procedimentos e equipamentos que aliviam a dor e estimulam o parto, como banheira e cromoterapia. Alguns hospitais permitem que familiares fiquem nessas salas. Na hora H, é preciso eleger um acompanhante. O parto pode ser realizado lá ou no centro cirúrgico, vai depender do hospital e do médico. Alguns locais cobram uma taxa sobre a roupa cirúrgica usada pelo acompanhante. Se vc quer que uma doula esteja presente, certifique-se de que é possível. Veja ainda se vc pode amamentar logo depois que o bebê nascer e se o pai pode participar do primeiro banho.

Coleta de células tronco

Converse com seu médico e decida se vc quer fazer a coleta. Se sim, é preciso escolher entre o banco privado (vc paga pela coleta e pelo congelamento, e o material é seu) e o público (vc doa e qualquer pessoa tem acesso - mas só as maternidades vinculadas á Rede BrasilCord realizam a coleta).

Bercário e apoio à mãe

O local deve ser amplo, limpo e com berços aquecidos, aparelhos de fototerapia, oxigênio e equipe de médicos e enfermagem especializados. Há maternidades que contam com um berçário central, já outras mantêm um em cada andar, assim vc fica mais perto do bebê. Outra opção a ser observada é o alojamento conjunto, quando o recém-nascido passa a maior parte do tempo no quarto com os pais. É importante ver a disponibilidade da equipe de enfermagem tanto para auxiliar vc com os cuidados com o bebê (troca de fraldas, banho) quanto para tirar as suas dúvidas sobre amamentação. A quantidade de profissionais varia de acordo com o número de bebês no local. A equipe mínima é composta por três pessoas: uma técnica, uma auxiliar e uma enfermeira para coordenar a equipe.

Quarto equipado

Além de limpos e com mobília conservada, devem ser amplos o suficiente para ter uma cadeira de amamentação, espaço para receber visitas e um lugar para o acompanhante dormir. É melhor se tiver um lavabo ou pelo menos uma pia, logo na entrada do quarto para "lembrar" as visitas de lavarem as mãos antes de segurar o bebê. Verifique se há ar condicionado e se as janelas podem ser abertas. Pergunte se há cofre (para guardar os pertencer e itens de maior valor), frigobar, tv e internet.

Caminho até a maternidade

Faça o caminho da sua casa até a maternidade no fim de semana e estime quanto tempo a mais gastaria se o trânsito estivesse ruim. Marque tbm rotas alternativas. Se ficar longe demais da sua casa ou do seu trabalho, talvez não seja uma boa opção.

Vou dormir, não aguento mais de sono. =)