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2 de setembro de 2010

O nascimento da Mel (relato de parto normal)


Meu parto foi muito emocionante e totalmente diferente do que eu imaginava que ia ser. Acho que dizer que foi tudo 'muito louco' e inesperado é a melhor descrição. Desculpem se estiver longo, com erros, etc, fui escrevendo conforme fui lembrando e minhas emoções foram vindo.

31.07.2010

Último dia de julho. O Ale estava de serviço o dia e a noite toda (a escala dele é 24h). Tenso. Mel não tinha dado nenhum sinal de querer nascer, estava alta na última consulta e eu mal sentia as contrações de BH. Mas pelo menos leonina minha pequena já era. Passei o dia bem, todo mundo me dizendo que ela chegaria em agosto e não em julho, que eu poderia ficar tranquila (pelo fato de estar sozinha). Depois do banho, lá por umas 22hs, decidi ir dormir mais cedo. Senti que devia descansar. Mas quem disse que consegui dormir? Não dormi nada, nem um minuto. Começou uma cólica chata, forte e constante. O fato de ser constante me fez pensar em cólica intestinal. Não quis ligar pra ele e contar da cólica, pra não preocupá-lo à toa. Lá por umas 5hs da manhã consegui ir ao banheiro, mas a cólica persistia.

01.08.2010

O Ale chegou em casa umas 7hs e foi direto pra cama, quebrado. Eu continuei deitada, sem dormir e com a bendita cólica. Falei pra ele que tinha passado a noite toda com essa dor e ele ficou assustado, mas dormiu em seguida. Lá pelas 10hs, começaram umas contrações diferentes, e eu nitidamente consegui distinguir a diferença daquelas cólicas e das de treinamento. Eram mais fortes, mais "abrangentes". Começamos a marcar e estava dando de 7 em 7 minutos e foi diminuindo, chegando em 3 em 3 minutos. A dor porém continuava na mesma intensidade, de leve, digamos assim.

Falei com meu obstetra e ele me pediu que fosse até a maternidade que escolhi pra ter a Mel e passasse por uma avaliação. E que conforme fosse eles já ligariam pra ele de lá mesmo. Disse que achava que se tratava de um pré-parto. Ok. Fomos para a maternidade. Eu estava bem até, a dor era suportável e ao mesmo tempo instigante, me deixava ansiosa e feliz, pensando que tinha chego a hora.

15:00hs - O médico do plantão era super gente boa. Minha pressão estava alta 14x9 se não me engano. No exame de toque o veredito: "dilatação de 2cm, colo do útero passando de médio para fino, muito bom". Palavras do médico. Quando ouvi isso abri o sorrisão e pensei: "é hoje!!!".

Ele ligou pro meu obstetra e ambos acharam melhor que eu fosse pra casa, continuasse anotando as contrações e quando estivessem mais fortes, ligasse pro meu obstetra novamente. Eu tbm não estava a fim de ficar internada desde aquela hora, preferia ficar em casa. Voltamos e eu fui terminar de arrumar as minhas coisas pra levar pra maternidade e aproveitei e revisei a mala da Mel tbm. Decidimos assistir um filme, pra passar o tempo. Eu não assisti praticamente nada do filme, porque as contrações foram ficando mais fortes e estavam quase que um reloginho, de 5 em 5 minutos.

20:00hs - Conforme a orientação do meu obstetra, ás 20hs fomos na maternidade que ele estava de plantão, para ele mesmo me avaliar. Chegando lá, com a dor já bem mais forte, achei que eu estaria com uns 4cm de dilatação pelo menos, afinal, a dor tinha aumentado e já tinha se passado 5 horas desde o outro exame. Pra minha surpresa e decepção, eu continuava com os 2cm de dilatação, tudo igual. No cardiotoco, a Mel reagia normal durante as contrações, o coraçãozinho dela estava ótimo. A intensidade das contrações é que deixava a desejar, do ponto de vista obstétrico é claro, porque do meu, eu achava que aquela dor já estava ok, não precisava aumentar mais... Então meu obstetra diz: "olha, no pico da sua contração o aparelho marcou 40 e para ser uma contração realmente eficiente, tem que chegar a 70. As suas contrações estão regulares mas não estão suficientemente fortes para desencadear o trabalho de parto." Tipo, OI? Vcs imaginam o que eu tive vontade de dizer pra ele nessa hora né? ... Ele disse que eu estava tendo um pré-parto um tanto arrastado e sugeriu que eu fosse pra casa, continuasse no mesmo esquema, anotando, etc etc, e que retornássemos lá na maternidade ás 7:30, pra outra avaliação.

Fui pra casa totalmente frustrada. Passamos antes num restaurante que adoramos pra comprar uma sopa (a Eslava, nunca vou esquecer por sinal...), já que eu tinha que comer alguma coisa leve (tinha passado o dia com 2 torradas e chá). Chegando em casa, pra tomar a sopa foi bem difícil. Tinha que parar a cada 5 minutos, 4 minutos... Respirava e voltava a comer. Fui tomar um banho e tive que pedir um banquinho pro meu marido, pra segurar a onda durante as contrações. Foi muito bom ficar lá sentada com a água quentinha caindo nas costas, realmente ajuda. Eu não queria mais sair. Sequei o cabelo e resolvemos ir deitar, o Ale estava a quase dois dias sem dormir direito e precisaria dirigir pra me levar pra maternidade.

02.08.2010

0:00hs ás 03:00hs - As contrações começaram a ficar muuuuito mais fortes, mas eu não liguei muito pra isso, afinal, depois de 5 horas eu continuei com os mesmos centímetros de dilatação na última avaliação, então achei que estaria quase na mesma ainda. Eu deitava de lado mas quando vinha a contração, doía demais, doía mais do que se eu estivesse sentada. Então, decidi ficar sentada. Na verdade quando vinha a contração eu ficava meio de lado, ia me virando, me contorcendo, ficava na ponta dos pés e apoiava as mãos fechadas na cama, como se estivesse tentando me erguer. Eu respirava fundo, pensava "PQP, que dor do c***, eu não vou aguentar...". E aí a contração passava e eu sabia que era menos uma. Incrível como quando vc não está tendo a contração, parece que não está acontecendo nada! Vc fica normal, zero dor. Mas enfim. Minha mãe tinha me falado: "pense na pior dor do mundo, multiplique por 10 ou mais talvez." Aparentemente eu levei isso ao pé da letra, porque a cada contração eu pensava "não, ainda vai ficar pior, ainda não é hora de ir pra maternidade". Meu marido hora acordava hora dormia, coitado. A cada gemido mais alto que eu dava ele dizia "amor, liga pro Dr. Hugo". E eu falava que ainda não, que ia esperar mais um pouco. Vinha pra sala, ficava nas posições mais estranhas possíveis, tentando passar por mais uma contração. Eu batia o queixo, tremia as pernas, como se estivesse morrendo de frio, mas estava suando. Minha gata me olhava como se eu fosse de outro mundo. Acho que minha cara na hora da dor estava dando medo nela, coitada.

Os momentos mais tensos

Depois de aguentar algumas contrações na sala (das mais f****, diga-se de passagem) em silêncio pra deixar o Ale dormir um pouco, voltei pro quarto. Olhei no relógio e vi que eram 3 da manhã, ou seja, eu estava há 6 horas com dor, por pelo menos 3 delas com dor intensa. Achei que era hora de pelo menos ligar pro meu médico. Acordei meu marido, disse que queria que ele ligasse. Foi quando veio "a" contração. Eu não estava suportando a dor e tentei levantar da cama. Nisso, caí no chão e vomitei. Vomitei muito (toda a sopa eslava) e ao mesmo tempo que vomitei, escutei um ploft e senti molhar minha calça inteira. Eu pensei: ou eu fiz xixi na calça ou minha bolsa estourou.

Nessa hora meu marido entrou em desespero e coitado, não sabia se limpava o chão, se segurava meu cabelo ou se ligava pro médico. Com muito custo eu consegui levantar e já veio outra contração, agora muito mais forte e eu sabia que com a ruptura da bolsa era essa a tendência mesmo. Isso me deu medo.

Me arrastei pro banheiro e quando sentei no vaso, vi que o líquido que tinha acabado de sair da bolsa e encharcar minha calça, estava esverdeado. Nessa hora eu entrei em desespero. Sabia que era mecônio, sabia que ela tinha evacuado e que era perigoso. Tentei manter a calma e não disse nada ao meu marido, caso contrário, ele teria me arrancado do vaso semi-nua e me levado daquele jeito pra maternidade.

Tomei uma ducha rápida, me segurando nas parades do banheiro, pra não cair de dor denovo. Enquanto isso meu marido pegava minha roupa e tentava conversar comigo, querendo saber onde estavam as coisas. Eu não conseguia pensar nem conversar, a dor era muito forte e eu suava frio. Estava com medo porque ainda tínhamos que ir pra maternidade, eu estava passando muito mal, não conseguia nem me vestir e estava super preocupada com o líquido da bolsa.

Com muito custo meu marido me ajudou a me vestir e me carregou pro carro. Me vestir entre aspas, porque nem sutiã eu consegui colocar e saí com uma blusinha fininha no maior frio e garoa. Eu estava com muito calor, não conseguia colocar casaco nem nada. Eu confesso que na hora que entrei no carro e sentei, senti um medo enorme de não dar tempo de chegar na maternidade. Eu me sentia 'pronta' e comecei a sentir uma pressão muito forte lá embaixo. Vinha a pressão e eu empurrava pra baixo, mesmo sem querer, mesmo tentando não empurrar. Meu marido dirigiu a mil por hora e no caminho ligou pro meu médico. Eu disse que ele apenas devia dizer que a bolsa estourou, que o líquido estava esverdeado e que estávamos chegando na maternidade. Mas não falei pro meu marido o que o líquido esverdeado significava. Eu já não via mais nada e comecei a urrar de dor. Só lembro da música tocando baixinha no rádio. Hotel California, do Eagles.

Chegando na frente da maternidade, na mesma em que eu nasci, meu marido desceu correndo e pediu uma cadeira de rodas. Veio um rapaz e eles me colocaram nela, nem sei como, porque eu tremia demais de dor. Me levaram direto pra sala de emergência e uma enfermeira bobona (coitada, mas na hora me deu raiva) tentava puxar papinho comigo, perguntando o que era meu bebê, como se chamaria, etc. Ela me deu aqueles aventais de exame e eu não conseguia tirar a calça e o tênis. A abobada em vez de me ajudar ficava falando em tom irritante "Michelle! Michelle! Preciso que vc coloque a camisola". E eu queria dar na cara dela... Acredito que ela estava me subestimando, pensando que eu deveria estar no comecinho do TB e já estava lá morrendo de dor e gritando. Sim, porque nessa altura do campeonato, eu cerrava os dentes e urrava de dor. Nunca senti nem imaginei nada parecido na minha vida. Uma dor e uma pressão indescritíveis.

A plantonista chegou toda sorridente e feliz, dizendo "bom dia Michelle!". Minha pressão nas alturas, minha cabeça estourando de dor e eu me contorcendo na maca. Mantendo o sorrisão na cara, ela colocou a luva, sentou e se aproximou pra fazer o exame de toque. Esse momento foi engraçado e desesperador ao mesmo tempo. Sabe quando uma pessoa muda completamente de expressão em menos de um segundo??? Foi o que aconteceu. Ela mal encostou em mim e disse atordoada: "Dilatação total!!! Completamente dilatado! Não vai dar tempo do seu médico chegar aqui, já estou vendo a cabeça". Uma lágrima caindo e um sorriso se abrindo no meu rosto. É minha lembrança mais forte desse momento.

A partir daí, um zilhão de coisas aconteceram ao mesmo tempo e foi correria total. Aquela coisa de filme ou novela mesmo. A plantonista foi ligar pro meu médico e o Ale, super assustado, correu pra fazer o meu internamento. A enfermeira boboba agora estava com cara de desespero e de respeito por mim. Veio com uma camisola da maternidade, me vestiu e me colocou na cadeira novamente. Nisso, o Dr. Hugo, meu obstetra, entrou na sala. Ele veio correndo depois que o Alexandre mencionou o líquido esverdeado no telefone. Eu sabia disso, sabia que era só o que ele precisava saber pra vir voando pra maternidade. Ele me olhou, sorriu e disse: "Michelle. Era pra esperar um pouco em casa, mas não tanto assim!!!!!!"

Me levaram pro centro cirúrgico direto. Mesmo que eu quisesse fazer a lavagem, não dava tempo. Mesmo que eu precisasse da tricotomia (eu estava com a depilação feita, ainda bem), não dava tempo. E a analgesia? Dava tempo? Precisava? Eu dilatei os 10cm sozinha em casa, na raça, sem analgesia. Parecia que não ia precisar. Mas foi necessária. Eu estava quase perdendo os sentidos, quase desmaiando mesmo de dor. Eu queria curtir meu gran finale e estava acabada demais pra isso. Foi quando o anestesista veio, me colocou com muito custo na posição que eles chama de fetal e me aplicou a raquianestesia. Eu tive contração durante a aplicação, por isso digo que o cara era bom mesmo. Dr. Osni. Lembro bem o nome dele. Meu marido, pronto, de roupinha, toquinha, câmera a postos, estava na sala ao lado, louco pra entrar, querendo esmurrar alguém cada vez que eu gritava de dor e não deixavam ele me ver. As enfermeiras, a pediatra, todo mundo correndo de um lado pro outro.

Veio o efeito da analgesia, que no caso da raqui, é quase que imediato, e então eu conseguia respirar e pensar direito, depois de horas de dor intensa. Lembro de perguntar pro meu obstetra se ia ser necessária a episiotomia mesmo e de falar pra ele não esquecer de costurar direitinho e ver se eu ainda estava anestesiada antes de começar, rs. Me colocaram em posição e mandaram meu marido entrar.


Veio então uma contração, e eu empurrei. Senti meu médico fazer o corte da episiotomia. Mais uma contração em seguida, e eu fiz força novamente. Nesse momento, senti a cabeça dela sair e logo em seguida o corpinho. A anestesia foi aplicada às 04:45 e apenas 12 minutos depois, às 04:57, eu estava com a minha filha nos braços.

Assim que ele colocou ela em cima do meu peito, ela virou a cabeça e olhou bem pra mim, fez um som tipo "aah". Nesse momento eu vi a carinha mais linda do mundo e só consegui dizer "foi difícil né filha? mas a gente conseguiu". Eles levaram ela e eu chorei muito. Lembro de só ter ouvido ela chorar uns minutos depois. Eu estava preocupada com o mecônio, se ela tinha aspirado alguma coisa, se estava bem. Meu marido me enchia de beijos e dizia "ela é linda! ela é linda".

Nesse tempo ficamos conversando, meu médico e eu, sobre como tudo aconteceu, enquanto ele fazia a sutura do corte e esperávamos a saída da placenta, que não demorou quase nada por sinal. Ele brincou que quase nem precisava estar ali, já que eu fiz tudo sozinha. Que a função dele foi não deixar ela cair. O clima era de descontração e de felicidade no centro cirúrgico. Eu me sentia muito vitoriosa e abençoada. De verdade mesmo. Ainda não acreditava em tudo que tinha acabado de acontecer.

Melanie nasceu às 04:57, super bem, graças a Deus não aspirou mecônio nem nada, teve Apgar 9 e 10. Peso 3.180 e 49cm. E linda que só ela.


É indescritível o que vc sente quando seu bebê nasce. É indescritível quando vc ouve o choro dele pela primeira vez. É clichê, mas a gente realmente conhece, nesse exato momento, o maior amor do mundo. Esse é meu sentimento pela minha filha. O maior amor do mundo.

Meu trabalho de parto foi difícil e muito, muito doloroso. Como disseram, tive que ser guerreira mesmo. Mas sem dúvida nenhuma, numa próxima gravidez, vamos de parto normal novamente. Só que dessa vez, não vou esperar tanto pra ir pra maternidade. :)

Tenho que deixar registrado tbm meu agradecimento a toda a equipe da Maternidade Nsa Sra de Fátima, que foi nota dez do início ao fim (detalhes no post do pós-parto). E principalmente ao Dr. Hugo Nakatani, meu obstetra, que me acompanhou com carinho durante toda a gestação, respeitou minha escolha por parto normal e foi presente e parceiro nas horas mais difíceis.

[reblogando]


24 de agosto de 2010

Maternidade e Pós-Parto

A Maternidade

A maternidade que escolhi, a Nsa Sra de Fátima, foi nota dez e foi além de atender a todas as minhas expectativas. Eu me senti muito tranquila em saber que lá eles tinham UTI adulto tbm e banco de sangue próprio. A segurança e limpeza são impecáveis e o atendimento da enfermagem, sem palavras. A cada momento vinha alguém: checar minha pressão e minha temperatura, trazer minha medicação, trazer minha comida, fazer a higienização do quarto, e o que achei mais bacana foi a visita regular das moças da sala do recém nascido, que vinham ver se a Mel estava mamando direitinho. E se eu tinha alguma dificuldade em qualquer outro horário, até de madrugada, era só ligar lá que elas vinham me ajudar. Muito legal mesmo, só tenho elogios a eles. Ah! Um fato curioso. A senhora que furou a orelhinha da Melanie é a mesma que furou a minha! Ela está lá, furando orelhinhas de recém nascidas desde 1967! Achei muito engraçado.


Coisas da mamãe

- Nos dois dias que passamos na maternidade, usei umas 10 fraldas Pom Pom RN, no lugar dos absorventes noturnos (que jamais segurariam a barra do mega sangramento pós parto). Ganhamos 2 pacotinhos de presente e pelo tamanho, elas não serviriam na Mel. Então, eu usei.
- Realmente são necessárias umas 4 calcinhas no mínimo, por causa do sangramento. Mas sutiãs, 2 já dão conta, afinal ninguém tem leite jorrando do peito nos dois primeiros dias.
- Falando em sutiãs, os melhores pra mim foram e estão sendo aqueles sem costura, tipo um top. Mais uma dica super bacana que a Thais me deu.
- Usei as conchas que ajudaram a formar melhor os mamilos, mas não usei os bicos de silicone.
- Não tive tempo de ler os livros que levei, nem de ouvir música, muito menos de ligar o note book.

Coisas da Melanie

- Eu levei 2 pacotes de fraldas descartáveis RN (Turma da Monica ST e Pampers New Baby). Adorei usar a Turma da Monica Soft Touch nesse comecinho, são ótimas e ficaram certinhas na Melanie. Só passei a usar a Pampers New Baby (que são as melhores, indiscutivelmente) com 7 dias, porque as TM começaram a apertar nas perninhas.
- Conforme a lista da maternidade pedia, levei 6 trocas de roupa (body + culote + tip top), mas só usei 3 + a saída maternidade. Seis trocas de roupa para dois dias é exagero.

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O pós-parto (normal)

Meu pós-parto foi super tranquilo em relação a dor. Mas vc faz parto normal e acha que pode tudo. Abaixar, levantar, sentar, tudo bruscamente, como se nada tivesse acontecido. Mas não é assim não. Tem que cuidar, ainda mais se vc fizer a episiotomia.

Analgesia: No meu caso, tomei a raquianestesia. Dizem que ela causa uma dor de cabeça tremenda, mas graças a Deus ou a medicação que eu estava tomando, não senti nada. Nem as coceiras pelo corpo. Voltei a sentir minhas pernas bem rápido por sinal.

Episiotomia: Eu fiz a episiotomia, levei 4 pontos e não me arrependo de ter feito. Achei melhor fazer porque eu ia ter uma laceração de qualquer maneira. Nos primeiros 4 dias eu não sentia dor, sentia somente um desconforto na região do corte. No segundo dia eu já consegui ir ao banheiro (evacuar) e foi bem tranquilo. Eu morria de medo que ia estourar os pontos ou algo assim, mas não aconteceu nada. Usei um spray chamado Andolba que ajudava na cicatrização e tbm no alívio da dor. E tomei medicação para a dor tbm. No sétimo dia se não me engano, começou a doer bastante quando eu sentava. Segundo meu obstetra, provavelmente foi quando os pontos começaram a cair e tbm por eu ter feito alguns esforços que não deveria (um dos pontos abriu um pouquinho, mas nada de mais). A cicatrização foi rápida e agora, com 19 dias do parto, quase não sinto mais nada. O que me incomodou bastante e ainda incomoda é a bexiga. Sinto muita pressão quando vou ao banheiro e ás vezes dói. Como se fosse uma infecção, mas não é. Claro que a prova de fogo sobre a episiotomia será no dia em que eu retornar às 'atividades', rsrs. Aí sim, quero ver se vou sentir alguma diferença, se vai doer, etc etc etc. Ah, e eu não quis olhar o corte ainda, não tive essa curiosidade. Quem sabe daqui alguns dias.

Cuidados com o corte: É bem simples na verdade. Tem que secar bem depois do banho e após cada ia ao banheiro. Eu tbm uso aqueles lenços umedecidos femininos e ainda estou usando uma pomada ótima, a IruxolMono, duas vezes ao dia.

Sangramento: É intenso na primeira semana e depois diminui. Só parei de usar as fraldas Rn e passei a usar os absorventes noturnos semana passada. Parar mesmo, provavelmente só depois dos 40 dias.

Dores ao andar: Senti umas dores bem estranhas nos primeiros dias, quando andava do quarto até a sala do recém nascido. Dor no quadril, principalmente. Vc tem que se acostumar a andar novamente sem o peso, sem a barriga. Ainda hoje sinto umas dores na parte de trás da coxa direita.

Cinta pós-parto: Vale a pena comprar e usar sim. Eu estou usando desde o dia do parto. Além de dar uma sensação de tudo no lugar nos primeiros dias, eu tenho muita retenção de líquido e ela ajuda nisso tbm. O modelo que comprei foi esse e o fato de ter abertura fixa entre as pernas é uma mão na roda. A calcinha fica por cima, então quando vc vai ao banheiro não precisa tirar a cinta.

Estrias: Graças a Deus não tive estrias na barriga nem nos seios, que eram os lugares que eu morria de medo de ter. As poucas que apareceram nas coxas sumiram (?) e as da parte de baixo da perna estão aparentemente diminuindo.

Seios: Estão ok. Ficaram enormes e doloridos no quarto dia e tive umas fissuras, mas como meus mamilos já eram mais fissuradinhos, não tive grandes problema. Tive uma mastite no seio esquerdo, o que me fez ir pro hospital com 40 graus de febre. Fiquei mal por dois dias, mas continuei amamentando. Estou tomando antibiótico ainda.

Alimentação: Não vou dizer que está normal, porque tem coisas que não como (de medo que ela tenha cólica) e teve dias que esquecia de comer. Meu almoço agora sai lá pelas 15hs. Nas duas primeiras semanas tomei muita sopa e quero continuar, porque é uma comida leve e nutritiva e ajuda a voltar ao peso de antes da gravidez. A recomendação do pediatra é: quanto menos leite de vaca, menos cólica. Então, o leite de soja (leia-se Ades) é meu novo companheiro.

Roupas: Ainda não tentei colocar nada das minhas roupas antigas. Já perdi muito peso, mas quero me dar esse tempo do resguardo antes de tentar colocar uma roupa pré-gravidez. O que posso dizer é que a Thais (mais uma vez) tinha razão em relação a ter várias roupas confortáveis com abertura na frente. Eu só uso blusas com gola V ou com botões na frente. Pra amamentar, só assim mesmo.

Provavelmente esqueci de alguma coisa, mas edito depois, se der tempo! Logo farei um post sobre o que está sendo útil e o que não está, durante esse primeiro mês.